
1 - Quando e como você entrou no Canastra?
No final de 2007. Eu passei o ano de 2008 inteiro com eles. O Renato me deu um toque, dizendo que o Marcelinho ia sair e tal. Depois eu fiquei sabendo que foi uma indicação do próprio Marcelinho, falando “ó o Barba ta aí...”. Foi bem depois que o Los hermanos acabou. A gente avisou que ia dar um tempo em abril de 2007. Aí teve aquele show em junho/ julho; e novembro/ dezembro que o Renatinho me deu um toque. E ia ter o “Se a Moda Pega” no final do ano passado. Eu participei de todos os shows. Já estava nesse processo de transição nos ensaios, pra ficar de olho no Marcelinho, em como é que ele tocava, pra pegar. Vinha pro show e ficava vendo qual era o clima das músicas e tal.
2 – Você sentiu alguma dificuldade na mudança de estilo?
Bastante, é muito diferente, é outra história, outro show, outro tipo de dinâmica. A dinâmica é muito diferente, de show, de arranjo, tudo bem diferente.
3 – Você acha que o Canastra é mais Big- Band?
É, eu acho que tem uma coisa muito mais de instrumental, de presente do que no Los Hermanos. Aqui tem músicas que tem pedaços gigantes, de solo de trumpete, depois solo de sax, depois fazem uma melodia e volta pra música. Eu acho que é muito mais aberto nesse lado instrumental da história. O Los Hermanos era mais fechado nos arranjos, uma coisa mais dentro do que a gente tinha se proposto a fazer no ensaio, pra tocar. Aqui é diferente, o show mesmo, as músicas são mais pra cima, mais agitadas. Acaba que a ligação entre uma música e outra é também bem diferente.
Agora a gente está num processo de começar a pensar o que vai ser no terceiro disco e arranjando algumas músicas. Aquele esquema de ver o q é bom e o q não é bom, aí grava um pedaço pra ouvir. A gente ta passando por isso agora. Então está sendo o meu primeiro envolvimento no arranjo das músicas. Eu não tive isso, eu tô tocando o Marcelo. E uma coisa que ajudou, foi ser fã do Marcelo e ser fã do Canastra. Isso me facilitou bastante.
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