sábado, 27 de novembro de 2010

Banda Rapzodia


A banda transita do pop-rock ao funk-groove, com uma linguagem popular e erudita ao mesmo tempo. As músicas e letras são de autoria própria, mostrando que a literatura e a poesia brasileira podem dialogar com o universo urbano e suas experiências.

http://www.myspace.com/bandarapzodia

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Envie sugestões..


O blog Reverbos quer melhorar seu design e conteúdo. Mandem idéias para colocarmos online, temas e tipos de música que gostariam de ter aqui no blog.
Esse canal é de vocês! É um intermediário entre os músicos e os ouvintes!
Lembrando, o nosso e-mail é: reverbo.blog@gmail.com

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

FESTA SOUL BABY SOUL


Desde sua aparição, a SOUL, BABY, SOUL! vem divulgando o que há de melhor no soulfunky, tendo passado por diversos endereços no centro da cidade, não só na pça Mauá, mas também na Lapa e na pça Tiradentes – sempre com o aval da velha guarda do soul carioca, que não só aprova como participa ativamente da festa.
A SOUL, BABY, SOUL!, no intuito de estreitar ainda mais os laços com o circuito de bailes de resistência do subúrbio carioca, já contou com a participação e remanescentes das equipes de Bangu, Caxias, Rocha Miranda etc – aqueles que herdaram o cetro que, originalmente, esteve nas mãos do discotecário e radialista Big Boy quando fundou, em parceria com Ademir Lemos, o itinerante BAILE DA PESADA, dando início assim ao histórico movimento Black Rio. Entre eles, já participaram da festa Gerson King Combo, Tony Bizarro, Mr. Funky Santos e Dom Filó; e também, de fora do Rio, Nelson Triunfo (nome de peso do movimento black de São Paulo), a caravana Black Soul de Belo Horizonte, com mais de 50 dançarinos, e seu mais expressivo representante, o DJ A Coisa; e de fora do Brasil, os DJs da equipe alemã Love Machines e o DJ dinamarquês RAMATI Inc.
A equipe de DJs da SOUL, BABY, SOUL! é composta por Peixinho (parceiro do Big Boy no BAILE DA PESADA após a saída de Ademir), Sir Dema (líder da equipe Club do Soul), Leandro Petersen (filho do Big Boy e, portanto, herdeiro de sua preciosa discoteca) e Lucio Branco. No repertório, marcam presença artistas e bandas como James Brown, J.B.'s, Fred Wesley, Bobby Byrd, Lynn Collins, Sly & the Family Stone, Fatback Band, Bar-Kays etc; ou seja, o que há de mais tradicional e raro no soulfunky.

domingo, 26 de julho de 2009

Leblon "Jazz" Festival

Realizado numa pequena rua do Leblon, conhecida como "Baixo Leblon", o evento Leblon Jazz Festival iniciou umas duas horas da tarde. Lá pelas seis horas, já estava cheio em frente ao palco e por suas redondezas. Entre outros convidados, tocaram George Israel, Victor Biglione, Mallu Magalhães e Marcelo Camelo. O show de Victor teve que ser interrompido devido ao pontual horário em que o evento iria encerrar. Com sua guitarra e violão ele relembrou músicas da Bossa Nova e de Milton Nascimento. Depois de algum tempo perdido com a montagem de som, chegou ao palco Mallu Magalhães com sua banda. Tímida, sempre rindo e agradecendo ao público. Tocou seus instrumentos prediletos: banjo, gaita e violão e também escaleta e cavaquinho. Fez um solo de gaita em um blues que tocou em homenagem ao festival. No início o show foi interrompido por un blackout no palco que foi resolvido em alguns minutos. E ela também teve que refazer seu set list devido ao curto tempo que havia para realizar os últimos shows. O último show foi de Marcelo Camelo, que levantou o público com sua banda Hurtmold. Tocou suas canções do projeto solo e resistiu no palco, mesmo passando um pouco do horário permitido e a pedido do público, tocou uma música do Los Hermanos. Voltou disfarçadamente só em voz e violão, mas logo a banda também tomou conta do palco. Marcelo ainda agradeceu ao público de sua cidade natal por ter esperado até aquela hora para ver o seu show e disse se sentir privilegiado por estar ali.
Piti

Slim Jim Phantom no Rio


Veio ao Brasil o baterista da lendária banda de rockabilly, o Stray Cats. Seu projeto solo chama-se Slim Jim Phantom, onde ele mantém sua marca registrada que é tocar de pé. Ele canta algumas músicas e muitas são também puxadas pelo guitarrista da banda, que passeia por outros estilos como blues e country.
A banda veio fazendo uma turnê pela América do Sul e ficou completa com o contra-baixista que conheceram na Argentina. No Brasil eles passariam apenas por São Paulo e Brasília, mas a produtora Jane Deluc trouxe a banda para tocar na Lapa, no Rio. Durante o show, eles ainda tocaram sucessos antigos de outras bandas.
Quem abriu o show foi a banda carioca Big Trep.
Piti

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Banda Fidjus

A banda Fidjus tem integrantes cabo-verdianos e brasileiros.
Com simpatia e presença os músicos tocam muitos ritmos característicos de Cabo Verde.. O vocal também é influenciado por músicas folclóricas da região.
O público, que era bastante, dançou e curtiu o estilo até o final do show.
Mais uma vez a festa Makula comprova que música africana é feita para se dançar, além de tudo. Faz parte do nosso mundo, nossa cultura e nossas influências musicais.

domingo, 21 de junho de 2009

Ensaio aberto Do Amor



Ontem rolou um ensaio do Conjunto Musical Do Amor no Estúdio Hanói, em Botafogo.
Seus integrantes são disputados no meio musical por cantores e compositores famosos.
Gabriel Bubu e Gustavo Benjão nas guitarras, Marcelo Callado na bateria e Ricardo Dias Gomes no baixo. Todos cantam.
Seus hits variam de um pro outro. Tem dub, rock, carimbó, coro vocal; estilos musicais variados.
Guitarras swingadas se comunicam o tempo todo. O baixo marca presença e acompanha a melodia. Os vocais são criativos e com personalidade. A bateria na banda destaca-se como instrumento de composição.
Quem não conhece esses meninos prodígios e quem já conhece vale escutar...
http://www.myspace.com/doamor

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Damo Suzuki´s Network in Rio!

Vocalista da banda alemã "Can" dos anos 70, o cantor experimental faz show no Rio com músicos brasileiros.
A loja de discos na rua Riachuelo, Plano B, que sempre promove shows interessantes foi quem trouxe o cantor.
Os vocais do japonês são como mantras que vão formando uma massa sonora. Junto com as guitarras, a bateria, o baixo e o sintetizador, o som vai se modificando.
Damo Suzuki faz o seu volcalize e os músicos vão fazendo ruídos e barulhos experimentais.
O som começa a tomar forma e a partir da melodia surgem harmonias e conversas entre os instrumentos.
A língua em que ele canta não é algo entre o japonês e o alemão, ele mesmo criou, o "damanês".
Foi super aplaudido pelas pessoas que estavam presentes ali na Lapa!... e se houvesse o "bis", como seria? Suas músicas não tem pausa. Talvez ele tivesse que tocar o show inteiro novamente.
É interessante ouvir seus cd´s sem pretensões de compreendê-lo, mas como uma nova experiência sensorial.
(Piti)

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Escambo - 02/04/09 (Renato Frazão, Thiago Thiago de Mello e Lucas Dain)


Reverbos conversou com o grupo Escambo nessa temporada de shows em abril. Leiam só para saber um pouquinho mais sobre eles:
"Tudo começou com três compositores: eu, Thiago e Lucas. A gente trocava canções, compunha junto e começou a mostrar essas canções, começou a formatar um grupo, um projeto pra mostrar essas canções e com o tempo vieram os amigos, agregados, os músicos que tocam hoje com a gente. Hoje em dia somos 7 pessoas no palco. Mas tudo começou ali bem pequenininho em casa com o violão, com a cervejinha!"
"Escambo é um grupo que pretende ser autoral, significa que a gente toca as músicas que a gente faz. E a gente tenta a patir das convenções nossas, fazer uma espécie de um passeio rítmico musical brasileiro. Então a gente toca afoxé, marcha, samba, ciranda, música pop e um monte de coisas. São esses ritmos que permeiam nessas canções que a gente faz. Como é isso? Buscamos a influência de umas músicas um pouco mais brasileiras e também tentamos fazer um certa atitude antropofágica, remetendo ao tropicalismo, mas são canções que a gente faz."
"O mais importante de tudo, é que o que une e amalgama esse grupo é a amizade!"
www.myspace.com/escambo

terça-feira, 31 de março de 2009

Montanha Russa - show Cinemathèque - 31/03/09

Montanha Russa lança seu primeiro cd...

www.bandamontanharussa.com

sábado, 28 de março de 2009

MAKULA, a festa 100% Africa!


É uma festa de Afrobeat, gênero musical que assimila jazz, soulfunky e elementos propriamente africanos criado pelo nigeriano Fela Kuti. Também marcam presença nela
alguns outros ritmos africanos como Highlife, Juju, Soukous, Voodoo Funk, Räi e Kuduro.
A MAKULA tem em sua equipe de DJs: Gustavo Benjão (compositor e guitarrista do Conjunto Musical do Amor); Lucio Branco (festas SOUL,BABY, SOUL!, TREPIDANTE e BARRACUDA) e Zé McGill (festa ZAZUEIRA).
Para criar o clima afro da noite, no telão são exibidos filmes
temáticos como Music is the Weapon (documentário sobre Fela Kuti) e
filmes etnográficos de Jean Rouch.
Comparecem nos CDJs da MAKULA bandas e artistas como Matata, Kaleta,
Antibalas Afrobeat Orchestra, Konono, Les Tetes Brulles, Orchestre
Poly-Rythmo de Cotonou, Babatunde Olatunji, Manu Dibango, King Sunny
Ade, Joni Haastrup, Tony Allen, Miriam Makeba, Orlando Julius & His
Afro Sounders, Seun Kuti, Wallias Band, Lafayette Afro Rock Band,
African Brothers Band, Mulatu Astatke, The Daktaris, Jingo etc (além
do referido fundador da banda Africa 70, obviamente) mostrando a
potência dos sons e ritmos do continente negro num repertório muito
pouco – quando nunca – executado pela grande maioria dos DJs cariocas,
e mesmo pelos de outros estados do país.
PS: A quem possa ocorrer que o nome da festa tenha relação com o
craque do Bangu dos anos 1980/90, saiba que não há coincidência alguma
nisso: trata-se mesmo de uma singela homenagem ao carrasco de Moça Bonita.
(Lucio Branco)
Para escutar um pouco mais sobre o que rola na festa Makula, acesse www.radiogruta.com

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

O seu cérebro já está mudando, por Lois Lancaster do Zumbi do Mato


Música é timbre, melodia, harmonia, ritmo, essas coisas que podem ser registradas no som. No funk, o baixo ainda não descobriu o silêncio. O Itamar Assumpção conseguiu descobrir no baixo funkeado o silêncio. Os blocos de silêncio fazem parte da linha do baixo. Então, tipo, você ouve um baixo fazendo um groove e de repente ele para. Aí fica alguma outra coisa. Aí ele volta. Na voz também é assim, mas na voz é mais comum das pessoas descobrirem isso.
Então, eu acho que é por aí. A margem que ficou acessível, foi conseguido sugar de São Paulo pro Rio. Você vê o Ultraje quando chegou no Rio, “nós vamos invadir sua praia” e fez uma música engraçadinha. Nos anos 80 tinha Akira S, que é tipo Zumbi do Mato. Tem show na praia do Rolling Stones e um quarteirão depois, na Barata Ribeiro, não pode fazer som depois das dez. O que é isso? É uma contradição muito grande. E a Cidade da Música? O que é aquilo? Acho que é pra arqueólogo ver. Daqui a mil anos vai chegar alguém: “Caraca, tem uma estrutura aqui!”. Deve ser pra deuses. Custou muita grana!
... Eu agora estou com essa história de fazer música baseada em fala em diversas línguas. Então quem eu conhecer que fala outra língua, vai gravar essas coisas. Enquanto está acontecendo, a gente conhece as pessoas. Como é que eu fazer isso? Isso vai dar algum dinheiro? Se ganhar, sei lá, eu acho que hoje em dia com a internet tem muita chance de quem gostar da música ouvir. Então, se quiser pagar alguma coisa relativa aí, pode pagar. Mas eu por mim não vou lançar mais cd, vou lançar tudo na internet.

Pode-se baixar o disco virtual do Zumbi do Mato na sua mídia com a capa, no site:
www.zumbidomato.com

(Piti e Alice)

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Entrevista com Eduardo Borém - Móveis Coloniais de Acaju


(foto Tuli Nishimura)

A entrevista foi feita com Eduardo Borém, que toca gaita cromática, escaleta e teclados no Móveis Coloniais de Acaju.
O Móveis nasceu há mais de dez anos atrás em Brasília. Toca por todos os estados e tem fãs por todo o Brasil. O show é sempre lotado, o público participa dançando e cantando as músicas com animação e alegria, que fazem parte da banda.

1- Como a banda começou?
A banda surgiu em 1998 sem pretensão alguma. Eu estudava no mesmo colégio que o André, que conhecia ainda de infância o outros integrantes dessa primeira formação da banda.

2- Vocês imaginavam tanto sucesso em todo o Brasil?
Não! A idéia num primeiro momento era fazer música, ao invés de ir jogar futebol (eu particularmente sou uma negação).

3-Quantos shows vocês fazem por mês normalmente?
A quantidade de shows normalmente varia muito de mês a mês. É tudo muito sazonal. Usualmente o segundo semestre, por exemplo, é bem mais movimentado que o primeiro.

4 - Como são realizadas as músicas e os arranjos já q a banda é grande?
Tudo é feito em grupo. Às vezes um chega com uma idéia, outro tem uma batida, juntamos isso, mudamos tudo; não existe uma regra. Outras vezes a coisa já chega mais pronta e sentamos para melhorar o conjunto todo.

5 -Quais são as influências musicais?
Somos dez pessoas com referências bem distintas… de forró a música eletrônica, tudo tem seu espaço para formar a nossa linguagem.

6 -Como vocês se sentem sendo inspiração musical para outras bandas que estão começando?
É uma honra, claro! Ao mesmo tempo que é também uma grande responsabilidade ser exemplo. De qualquer maneira é uma maneira muito legal de ter o trabalho reconhecido. Ver que instigamos e incentivamos outras pessoas a produzir. Isso é bom pra todos!

7 -Como surgiu essa idéia de fazer uma ciranda russa com o público durante os shows?
HAHAHAHA, foi muito ao acaso, como geralmente acontece. Foi em um show em Goiânia. O lugar era muito fora da cidade, na rodovia. Cabia umas 5.000 pessoas, tinha 50 aproximadamente. Além disso, era o show de estréia do nosso equipamento sem fio. Pensamos, já que tem mais gente no palco (ehheeh) que lá no público, vamos descer! Foi assim que surgiu.

8 -Vocês tiveram alguma dificuldade em fazer o segundo cd? Como foi feita a seleção das músicas que entraram no repertório de gravação?
Claro que tivemos dificuldades em fazer o segundo cd! Somos muitas pessoas criando ao mesmo tempo! De qualquer maneira, é também muito gratificante poder compartilhar disso com todos eles! Mas voltando ao assunto, foi um processo muito intenso, muito visceral. Correr para cumprir o prazo, com tantas coisas ao mesmo tempo acontecendo(ano passado compusemos e gravamos o disco, fizemos nossa primeira turnê européia e abrimos a empresa oficialmente).
Aí entra o Miranda. Ele fez um trabalho de direção artística fundamental para a gente! Tínhamos umas dez músicas no início do trabalho. Ele as ouviu e disse que para esse disco, somente 4 ou 5 delas faziam sentido (a gente achava que todas faziam!?). Foi meio desesperador. No final, a gente compôs (incluíndo essas 10 primeiras) umas 30 músicas. Escolhemos 12! Claro que quando entendemos o que ele queria dizer com fazer sentido, qual a cara e a unidade do disco, foi ficando mais fácil.

9 -Essa mistura de estilos diferentes, como o rock e o ska, com a influência de ritmos do leste europeu e música brasileira, de onde veio?
Essa mistura vem das nossas referências pessoais. Somos muitos, logo as referências também!

10 -O nome da banda é baseado em um conflito unindo índios e portugueses contra os ingleses na Ilha do Bananal, que foi um fato histórico. De onde surgiu essa idéia?
Era uma referência de mistura histórica, mais ou menos como é a banda, uma mistura improvável que funciona muito bem!

11 -Quais são as facilidades e dificuldades de ser uma banda independente?
Acho que trabalhar é o que define tudo, tem-se que trabalhar muito. No caso do independente, a divulgação e a distribuição são as maiores dificuldades.

12 -Contatos..
www.moveiscoloniaisdeacaju.com.br
contato@moveiscoloniaisdeacaju.com.br

(Piti e Alice)

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Entrevista com Marcelo Camelo


1 – O que você tem estudado na música?
Eu não estudo nesses sentidos formalísticos, nunca estudei. Pra mim, a música sempre foi uma fuga desse universo de seriedade. Ou dessa idéia q você vai chegar a algum lugar porque você estudou. Eu fiz pra fugir do mundo, ou de causa e conseqüência, da responsabilidade. É o universo do entretenimento. E até hoje eu consumo música assim! Não é pra obter alguma coisa que eu vá usar depois na minha música. Eu ouço pra me divertir, pra me entreter.

2- Como você escolheu os seus repertórios e os músicos para o seu projeto solo?
O repertório foram músicas que eu fiz enquanto os Hermanos estavam parados. E eu fiz estando em casa mesmo. Os músicos que tocaram no meu disco, eu escolhi pensando em como ia arranjar a música e pensava nas pessoas e ia pra lá gravar com eles. Eu também quis muito no disco promover um clima diferente. Algumas músicas ensaiar à exaustão e outras músicas gravar no primeiro take. Para ter um apanhado de tipos de registros diferentes. O grupo que me acompanha na turnê, que gravou quatro ou cinco músicas no disco, chama Hurtmold e é de São Paulo. Eles já tocaram com a gente (Los Hermanos).

3 – E a música que fala sobre Copacabana, como foi inspirada?
Eu morei no Bairro Peixoto em Copacabana e ali existem muitos velhinhos. A gente ajuda os velhinhos na rua, não é? Parece piada, brincadeira. As pessoas ficam me vendo e achando que é a idealização do mundo idílico, mas não é. Tem oitocentos zilhões de velhinhos que moram em Copacabana e não dá pra não ajudar velhinho todo dia! E eles conversam, são gente fina. Eu carregava bolo, ajudava a carregar as coisas, atravessar a rua também, as ruas são movimentadas e eles ficam meio perdidos. Tem muito velhinho de roupão, é demais, que fazem hidroginástica.

(Piti e Alice)
(Foto Juliana Frontin)

Entrevista com Rodrigo Barba


1 - Quando e como você entrou no Canastra?
No final de 2007. Eu passei o ano de 2008 inteiro com eles. O Renato me deu um toque, dizendo que o Marcelinho ia sair e tal. Depois eu fiquei sabendo que foi uma indicação do próprio Marcelinho, falando “ó o Barba ta aí...”. Foi bem depois que o Los hermanos acabou. A gente avisou que ia dar um tempo em abril de 2007. Aí teve aquele show em junho/ julho; e novembro/ dezembro que o Renatinho me deu um toque. E ia ter o “Se a Moda Pega” no final do ano passado. Eu participei de todos os shows. Já estava nesse processo de transição nos ensaios, pra ficar de olho no Marcelinho, em como é que ele tocava, pra pegar. Vinha pro show e ficava vendo qual era o clima das músicas e tal.

2 – Você sentiu alguma dificuldade na mudança de estilo?
Bastante, é muito diferente, é outra história, outro show, outro tipo de dinâmica. A dinâmica é muito diferente, de show, de arranjo, tudo bem diferente.

3 – Você acha que o Canastra é mais Big- Band?
É, eu acho que tem uma coisa muito mais de instrumental, de presente do que no Los Hermanos. Aqui tem músicas que tem pedaços gigantes, de solo de trumpete, depois solo de sax, depois fazem uma melodia e volta pra música. Eu acho que é muito mais aberto nesse lado instrumental da história. O Los Hermanos era mais fechado nos arranjos, uma coisa mais dentro do que a gente tinha se proposto a fazer no ensaio, pra tocar. Aqui é diferente, o show mesmo, as músicas são mais pra cima, mais agitadas. Acaba que a ligação entre uma música e outra é também bem diferente.
Agora a gente está num processo de começar a pensar o que vai ser no terceiro disco e arranjando algumas músicas. Aquele esquema de ver o q é bom e o q não é bom, aí grava um pedaço pra ouvir. A gente ta passando por isso agora. Então está sendo o meu primeiro envolvimento no arranjo das músicas. Eu não tive isso, eu tô tocando o Marcelo. E uma coisa que ajudou, foi ser fã do Marcelo e ser fã do Canastra. Isso me facilitou bastante.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Show Canastra - Estrela da Lapa - 29/01/09


A sensação de ir ao show do Canastra é de voltarmos aos anos 50, com direito a público vestido a caráter. Os homens desfilam topetes, as mulheres saias rodadas e com um estilo pin-up de cortes de cabelo à la Bettie Page.
Este foi o último show da temporada do Canastra, que teve muitas participações especiais. O show começa com o Hino Nacional tocado em estilo rockabilly. A integração da banda é fantástica no palco. Edu Vilamaior no contrabaixo é um show a parte, fazendo rodopios com o instrumento branco e tocando com muito fervor que parecia em alguns momentos que ia perder os dedos! As letras das músicas do Canastra são irreverentes, lembrando um pouco da inocência rebelde dos anos 50. Lá pela sétima música do show um casal aparece na frente do palco, fazendo uma coreografia digna do filme Grease. Até o vocalista Renato Martins aplaudiu a performance. E assim, o público foi entrando na onda rockabilly. O show tinha todo um glamour de baile com um salão decorado com naipes, flores e cartas de baralho. Só faltavam uns cadillacs parados na porta do Estrela da Lapa!
A banda chamou ao palco o violinista Rodrigo Assunção com seu estilo cigano que deu uma apimentada ao show, levando o público a loucura! Depois entra André Nervoso com seu vocal nervoso e meio punk. O show também teve a participação especial de Marcelo Camelo com seu vocal mais calmo que também tocou banjo e que foi muito aplaudido ao final da música. Subiu ao palco o ex-saxofonista do Canastra Marcelo Magdaleno para cantar o tango Besame Mucho.
Na penúltima música sobe ao palco Arnaldo Brandão do Hanoi (que está gravando o seu novo cd). Ao final do show entra George Israel para tocar sax e cantar (no dia anterior o Canastra tinha feito uma participação em seu show).
E como era o último show da temporada, teve um bis com todos os convidados especiais ao palco fazendo um samba de carnaval virar rock, que era uma antiga versão do Acabou La Tequila!
Não posso deixar de falar do vj Maurição que colocou no telão uma seleção de filmes antigos que iam de Chaplin até Laranja Mecânica, misturando-se com imagens vintage.
Agradeço ao apoio que a produtora Jane Deluc deu ao blog Reverbos!
Veja outras fotos desse show no nosso orkut e no flickr.
(Alice WL)

Show Off Tropicália - Sesc Copacabana

Nina becker + Do Amor Sesc Copacabana - 29/01/09

O SESC Copacabana, em seu projeto Off-Tropicália, trouxe Nina Becker e a banda Do Amor composta por Gabriel Bubu- guitarra e voz, Gustavo Benjão- guitarra e voz, Marcelo Callado- bateria e voz e Ricardo Dias Gomes – baixo e voz; para revisitar Rita Lee, em seu primeiro álbum solo “Build Up” do final dos anos 60.
Com toda a irreverência q é bem apropriada, eles tocaram o LP na íntegra e na sequência.
Digo o LP pq eles deixaram isso bem claro qdo fizeram a pausa para a troca para o lado B. Nesse momento, tocaram Game of Love da banda White Noise. Puro psicodelismo q caía bem com o repertório. Gemidos da banda e o ronco final do guitarrista arrancaram risos da platéia.
Eles estavam muitíssimos à vontade. Nina entrou de roupão e bobs no cabelo e ia tirando aos poucos. Eram 12 bobs para 11 músicas, disse ela.
Durante o show, houve alguns probleminhas técnicos, superados com muita classe e humor, fazendo com q pensássemos realmente se aquela baguncinha bacana não estava na verdade muito bem ensaiada. A impressão era que eles estavam em estúdio e q a platéia era de amigos, tornando o clima bem informal.
Qdo o disco acabou, o show continuou. Seguiram um repertório tudo a ver com o disco, com a época e com banda. Nina arrasou na afinação, e a banda toda trocando de posição e instrumento, fora as saídas dos músicos ao banheiro, permitiu q todos cantassem um pouco de The Beatles, Sid Barry, Jimmy Hendrix e The Monks.
A pedidos, o bis foi da primeira música, q no início do show sofreu problemas com o microfone.
Nina e a banda já ouviam e curtiam muito o disco e algumas músicas já faziam parte do seu repertório. Não à toa, eles ficaram muito felizes em ter a oportunidade de tocar não algumas, mas sim todas elas.
(Adelia Abud)

Rubinho Jacobina toca Jorge Ben, disco de 1969

Rubinho Jacobina faz temporada no SESC Copacabana tocando clássicos do repertório de Jorge Ben 69. Cadê Tereza, Take it Easy my Brother Charles, Bebete Vambora, Barbarella, País tropical, foram algumas das músicas que deliciaram a platéia.
Sua banda é composta por ele mesmo no violão e vocal principal, Wilson das Neves na bateria, Rodrigo Bartolo na guitarra e vocal, Gustavo Benjão na guitarra e vocal, Gabriel Bubu no baixo e vocal, Ricardo Dias Gomes no teclado e vocal e Adrian na percussão, que tocou muito bonito, com direito a Brasileirinho na cuíca.
(Piti)

Silvia Machete canta músicas da Jovem Guarda, de Erasmo Carlos no Sesc Copacabana.

Todos os sábados de janeiro estavam lotados, faltando até ingresso para algumas pessoas que chegaram um pouco depois da hora.
Desta vez, ela escolheu fazer uma apresentação mais musical do que circense, deixando de lado seu bambolê e mostrando mais ainda os seus dotes no vocal.
Sua banda é formada por Rafael Rocha na bateria e vocal, Fabiano Krieger na guitarra e vocal e Bruno Dilulu no baixo e vocal, entre outros.
(Piti)

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Entrevista com Autoramas


A banda se iniciou em 1997, com a seguinte formação: Simone Dash no baixo e vocal, Nervoso na bateria (até 1998, com a entrada de Bacalhau, que está até hoje) e Gabriel Thomaz na guitarra e vocal. O primeiro disco foi gravado em 2000 por Carlinhos em São Paulo, chamado "Stress, Depressão e Síndrome do Pânico".
Uma característica dos Autoramas é ter o pedal de distorção ligado no baixo e agora, na versão acústica que eles estão ensaiando, o baixo não tem distorção. A versão acústica surgiu depois da entrada da baixista e vocalista Flávia Couri, que também participa dos arranjos dessas novas músicas.
As influências musicais da banda são muitas, vão da Jovem Guarda, passando por Rock anos 60, New Wave, Devo, B-52 até rockabilly. Para Gabriel são também o punk rock e o grunge.

Afirmamos que eles são referência para bandas que estão começando, e eles disseram...
"Não nos achamos referência para nenhuma banda que está começando, pois essas querem como referência bandas que lançam o primeiro disco e já fazem sucesso. Não somos esse tipo de banda. Nós firmamos em uma carreira que já dura anos e já vimos diversas bandas estourarem e depois sumirem. Estamos aí tocando o tempo inteiro. Mas a referência da galera é sempre fazer as coisas da maneira mais fácil e mais tranquila, tendo pessoas que cuidem da banda por eles. Se alguém vai e puxa o tapete da banda e a banda acaba, ninguém sabe o porquê disso. Já sabemos tudo como é que acontece e tomamos conta de todas as coisas.".

E sobre a música deles tocar no rádio...
"Antigamente precisava-se do rádio para conhecer as bandas. Hoje em dia só precisa da sua própria vontade para conhecer as coisas, porque tem onde achar. Na internet você acha tudo. A internet agora está acessível para todo mundo. O cara que gosta consegue achar. Não é mais "não tem uma rádio, não consegue ouvir". É só ir na internet e colocar o nome da banda que você gostou, que você acha alguma coisa com certeza. Agora quem se interessa por música tem a internet. Não existem nem mais loja de discos!".

Sobre o público, foi mais fácil ganhar público no exterior ou no Brasil?
"No exterior é diferente, porque no Brasil já temos um público de dez anos de carreira. Tocamos em todos os estados do país e na América do Sul.
Já na Europa, é a terceira vez que fomos e estamos começando a mostrar nosso trabalho. E foi pela internet que conseguimos fazer toda a turnê e contactar as pessoas. Foram vinte e cinco shows no total.
Para as bandas do mundo inteiro, que não são americanas e nem européias, agora ficou sem fronteiras. Porque não era só pegar um avião e ir lá tocar. Tinha que armar a turnê inteira, tinha que fazer a promoção. Antes era por telefone e carta. Era muito caro mandar o material para fora."

Discos:
"São quatro cd´s: "Stress, Drepressão e Síndrome do Pânico"; " A Vida é Real" ; "Nada Pode Parar os Autoramas" e "Teletransporte". Tem também os compactos de sete polegadas e singles. Tem LP´s de participações em outras coletâneas. Estamos preparando um acústico no momento, que já teve um pré- lançamento em São Paulo para testar. Mas o próximo show no Brasil deve ser em março.".

Perguntamos em que países eles foram nessa última turnê pela Europa em novembro do ano passado, e se o fato das letras serem e português mudou em algo para o público de lá.
"No final do ano passado passamos por vários países, como Portugal, Holanda, França, Bélgica, Inglaterra, Espanha e Alemanha.
A primeira expectativa era dar muita risada e se divertir. Tem alguns países que você fala "oi" e a galera já dá risadas, como na Alemanha. E na Espanha, as pessoas são mais parecidas com os brasileiros. Na Europa, não importa a língua que você canta, português ou japonês. Eles ficam cuirosos para saber o que é; a língua diferente é algo que desperta curiosidade e interesse, um charme pra banda.
Saímos tocando apenas, sem a pretensão de entrar nas paradas de sucesso, isso não nos importa.".

E sobre abrir o show para o Man or Astro-man em 1999...
"O pessoal do Man or Astro-man ficou amigo nosso ali no camarim e a gente bateu o maior papo. Eles foram os primeiros a dar contatos gringos para gente. Ele vieram e perguntaram: "Quem que lança os discos de vocês lá fora?", e a gente falou, cara a gente não tem disco lançado nem no Brasil. E eles: "É mesmo, caramba! Poxa, mas o som de vocês é tão legal! Vocês já deveriam ter vários discos...". E aí ele tirou uma agenda eletrônica super moderna e passou os contatos dele. Eu comprei o vinil deles na banquinha e guardei o papel com os contatos como se fosse um encarte. Nessa época também não tinha internet. E o computador sem internet não é nada! Eu comprei um computador pra ter internet. Imagina!".

Eles estão muitos satisfeitos com a banda hoje e se sentem no caminho certo.
A baixista Flavia Couri entrou em fevereiro de 2008 na banda para gravar os Beatles, que foi um ótimo caminho de entrada pois é a sua banda preferida. Agora ela já pegou o repertório e canta algumas músicas. Depois da entrada dela, eles passaram a tocar algumas músicas que antes não tocavam. Nessa nova versão acústica, a Flavia também faz arranjos com a banda.
A outra banda de Gabriel Thomaz, com Zé Ovo e Bacalhau (outro); Little Quail and The Mad Birds (que abriu para a banda do Mark Ramone e Sex Pistols) vai se reencontrar e tocar nesse domingo, dia primeiro de fevereiro em São Paulo.

Como foi o Little Quail abrir pros Ramones...
"O Little Quail abriu pro Ramones no Circo, foi demais! Até hoje eu tenho vídeo do Joey Ramone nadando na piscina do Sherarton, onde ele ficou hospedado.
Tem gente que não acredita!
Lá na Europa eu falei: "Minha banda abriu para os Ramones.", e a galera ohhhhh...".

O estúdio Tunel, onde foi realizada a entrevista,fica na Rua Figueiredo Magalhães 870 - loja 16A. Tel 22352133.
(Piti e Juliana Frontin)

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Festas La Rica e Bump


La Rica é o coletivo que faz intervenções na rua. Um mixto de instalação artística com um soundsystem, estilo tostines. É um soundystem que usa uma instalação ou uma instalação que utiliza um soundsystem. De toda forma, acontece em lugares abertos utilizando-se do espaço público já existente e que tenha um movimento ou público independente de nós, como no caso da feira da glória, a festa de São Jorge, o futebol do Aterro do Flamengo...
Gostamos muito da idéia do artista Gordon Matta-Clarck, que em certas ações usava a comida como ambientação. O cheiro de um churrasco é um convite à outras pessoas a participar. O som é outro aspecto sensoria neste sentido. Nós criamos um ambiente usando comida, som e elementos próprios do lugar. Vira uma festa! Isso é o LA RICA, um sistema de som ambulante.
Já a Bump é uma outra festa, uma parceiria minha, Icarodátilus, com o André Amaral. Na verdade o André começou a festa junto com uns amigos holandeses, Dj Lonely & Bàbà Electronica, mas eles voltaram para a Europa e o André me chamou pra fazer o baile com ele. A festa acontece em vários picos. É sempre paga em lugares próprios pra festas: Clandestino Bar, Espaço Multifoco e Dama de Ferro. A gente quer que nego rebole, se diverta. Sempre tentamos trazer algum Dj convidado pra tocar conosco. Já passaram pela festa o californiano, Tee Cardaci, o alemão Zuckermann & His Stalking Go Go Girls, além dos amigos Denis Gozales e Pedro Selector. Temos também um programa de rádio, no qual priorizamos a seleção musical de nossas festas: kuduro, kwaito, funk, electro, miami bass, freestyle e discopunk.

- Como você sente que é a receptividade do público para cada festa?
Olha, como La Rica acontece na rua o público é muito diversificado. Esse clima de rua é mais solto que o clima de boate, da Bump.

- Como você faz a conexão entre a música e o design gráfico nas suas apresentações?
O La Rica tem um projeto gráfico bem fechado desde a primeira edição, os flyers foram pensados pra serem impressos em xerox e essa estética permanece de alguma forma até hoje (agora só enviamos os flyers digitais). Elém disso fazemos camisetas, cd´s que seguem a mesma linhguagem. Nas filipetas da Bump são mais soltas, com imagens que tem alguma referência ao som da festa.

- Qual é o endereço da rádio na internet?
O programa de rádio acontece todas as quartas, das 15h às 17h, que também fica disponível no site www.radiogruta.com (no player da rário que simula um i-pod do lado direito da tela)
Temos também o myspace do La Rica (www.myspace.com/laricadobrasil) e o da Bump (www.myspace.com/bumpbeat)

- Quais serão as próximas festas?
Estamos planejando uma nova La Rica para o início de fevereiro, provavelmente na Praça da Cruz Vermelha e estamos fechando novas datas com o Dama de Ferro para sacudir o verão.
(Icaro)

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

MOMO - festival Humaitá pra peixe - sala Baden Powell - 23/01/09


O Momo é uma mistura de folk, rock, progressivo e com uma leve pitada brasileira. As letras tem um tom auto- -biográfico do vocalista de voz encantadora Marcelo Frota. No repertório músicas de seu segundo cd "Buscador" como "Tristeza" com um solo belíssimo do guitarrista Adriano no final, "Preciso ser pedra" com uma levada bem psicodélica chegando a lembrar um Pink Floyd, "Nuvem negra" ficou ótima com participação de Damasceno do Cidadão Instigado no violão , entre outras. Teve também uma música do cd "Estética do Rabisco" seu primeiro cd gravado pela Dubas, feita em parceria de Wado. Tocaram também "Tempestade" (tocada também pelo Fino Coletivo) com um arranjo mais suave e batidas mais lentas, tendo nessa música um baixo bem expressivo!
Vale a pena ver pois a sensação é de sairmos mais fortes, tendo de exemplo a letra da música "Buscador" que fechou o show !
www.myspace.com/momoproject
www.listentomomo.com
(Alice WL)

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Entrevista com Tatá Aeroplano


Tatá Aeroplano fez show no Cinemathèque em Botafogo neste sábado, dia 24 de janeiro, com o Cérebro Eletrônico e o Jumbo Elektro. A casa estava cheia. As duas bandas tem os mesmos integrantes, com exceção do tecladista Gunter, do Jumbo. Eles trocam de roupa no palco mesmo. Tatá tem uma atuação performática, entre estouros de confetes no palco e espadas de neon que dividia com a banda. No fim do show ele abre um extintor e joga no público.

1- Em relação ao Jumbo Elektro: Vocês são uma banda
bem dançante e com ótimos músicos. A letra de vocês
muitas vezes é o típico embromation. Vocês criaram
esse estilo para chamar a atenção do público de uma
forma engraçada ?

A história do embrometion nasceu naturalmente ... a
primeira embrometion eu compus em 94 quando aprendi a
tocar violão. Quando o Jumbo começou com a
embrometion, isso chamou atenção imediata da mídia e
do público e de uma maneira engraçada. O bacana é que
o Jumbo e o embrometion nasceram naturalmente.

2 - Vocês se consideram influenciados por bandas com
o "Village People", por usarem roupas estravagantes e
fazerem performances no palco durante os shows?

Não, mas sempre fizeram essa conexão, a gente usa um
figurino colorido, como uma série de bandas que fazem
o mesmo, mas claro, não temos nada contra o Village e
performance deles.

3 - As músicas do Cérebro eletrônico e do Jumbo
Elektro são um monte de surpresas: as letras são muito
engraçadas, mas em sentidos de humor totalmente
diferentes. Existem muitas coisas diferentes desde o
começo da banda até hoje?

Sim, e o legal é que a gente se reinventa com as
bandas ... as canções do Jumbo são diferentes hoje,
mais sérias ... e o Cérebro partiu de um som mais
eletrônico e está fazendo canções!!

4- Quando e como o Cérebro Eletrônico surgiu?
Surgiu em 2001, quando eu o Fernando Maranho
encerramos nossa antiga banda Gorpiava, e criamos o CE
na sequência, começamos como uma dupla e logo
convidamos o Dudu, o Isi e o Gusta para o grupo.

5 - Quantos e quais discos já foram lançados até hoje?
03 discos ... 02 do Cérebro e 01 do Jumbo
2004 - Onda Híbrida Ressonante - Cérebro
2004 - Freak to Meet You - Jumbo
2008 - Pareço Moderno - Cérebro

6 - A tropicália está presente no visual e nas músicas
do Cérebro Eletrônico de uma maneira que percebemos a
sua influência de uma forma precisa - vocês criam
coisas novas mas algumas citações estão lá! Como é
isso? Quais músicos e compositores vcs curtem mais?

A Tropicália é nossa grande influência! Adoramos
Caetano, Gil, Mutantes, Duprat, Rita Lee, Raul Seixas
que eu acho que foi um grande fã do tropicalismo,
assim como Sérgio Sampaio em seu Eu Quero Botar Meu
Bloco na Rua.

7 - Fale um pouco sobre os seus instrumentos de
brinquedos que tiram sons bem diferentes. Como você
teve a idéia de unir isso com a música eletrônica?

Foi culpa da meu pai que compra bichos de plástico
que emitem ruídos ... eu roubei uma banana de pijama
de um dos cachorros e comecei a usar nos shows usando
um pedal de reverb .. delay .. vi que rolou e fui na
25 de março e comprei tudo que era brinquedo que emite
som ... e continuo fazendo isso até hoje!!!

8 - O Jumbo Elektro é uma banda, digamos, de
eletro-rock. Vocês tem remixes feitos pra pista? Como
isso funciona?

Olha .. é uma falha do Jumbo .. mas esse novo disco
convidaremos amigos pra remixarem nossos sons!!

9 - No palco você tem uma performance especial! Como
pode? Vc poderia dizer algum músico que impressione
você nas suas performances ao vivo?

Eu gosto do Iggy Pop, do Tom Zé ... esses dois sãos
uns capetas no palco ... no bom sentido é claro ... o
Loop B sempre me impressionou com sua música feita com
sons vindo de carenagens de carro..

10 - E para terminar, um desafio! Diga para nós 5
discos que você não poderia viver sem!

My Good!!!
É dificil ... tenho milhares de discos .. escolher
cinco é loucura ..
mas se eu fosse hoje ...
levaria
Sinceramente do Sérgio Sampaio
Transa do Caetano Veloso
Songs of Leonard Cohen do próprio
Qualquer um do Pixies
Sétima Efervescência do Jupiter Maçã

Escute as músicas de Tatá Aeroplano em:
http://musicaindiebr.blogspot.com/2008/10/crebro-eletrnico-pareo-moderno-2008.html
(Thais e Piti)

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Conversa com Studo Mudo


Baixo Gávea, ponto de encontro inicial da banda, onde foi gravado o cd ao longo de dois anos no Estúdio Garimpo. O operador de mesa do estúdio, Emiliano 7, tornou-se o baixista da banda.
Com Daniel Valentini nos teclados, a banda tem um “quê” de música clássica e brasileira. Ele tem influências do piano de Moacir Santos com seus arranjos orquestrais. Traz para a banda características eruditas e ao mesmo tempo românticas. O acordeon também faz parte da sua música esporadicamente, por ser um instrumento que tem um som bem particular.
A música deles é linda e quem ouve consegue ter várias imagens interessantes... como num filme.
O público é bem receptivo com a banda, que foi para a final do festival “Bota pra Fazer Música”, do Grupo Matriz, com mais cinco bandas. A banda estava numa nova categoria: MPB/instrumental. A seleção foi feita por jurados através da internet. Mas a banda conta que foi a única banda “instrumental” do festival, sem vocal. As outras bandas tinham bons instrumentistas, que improvisavam, mas sempre havia um cantor. Studo Mudo ficou em segundo lugar nessa categoria que englobava cantores e instrumentistas. O público votou na banda, em resposta ao show empolgante que acabavam de dar.
A música “Caes do Porto” foi gravada com piano, violão e violoncelo; o que remete à música clássica. Uma banda do Brooklin que conheceu a música pelo Myspace, ficou fã da banda.
O violonista Fernando Gonçalves conta que tem influências africanas, de hip-hop, samba, Villa-Lobos e escolas do violão brasileiro.
Emiliano 7 conta que as músicas tem uma construção livre e nova, apesar de poder se identificar o rock, a música clássica, a brasileira e uma pitada de jazz dentro delas. O Studo Mudo evita se prender a um estilo só. As idéias vão surgindo de acordo com a diferença entre eles e seu movimento lúdico.
O baterista da banda, Gil Tandeta, tem uma precisão rítmica como na música eletrônica, mas também tem pegadas de rock e jazz.
A banda, que possui músicos muito bons, não tem uma intenção virtuosística, mas de transmitir uma canção e movimentos. Não é uma banda de improviso, escalas e arpejos. A construção é melódica e estilística.
Para ouvir as músicas e entrar em contato com a banda, acesse:
www.myspace.com/studomudo
(Piti)

Victor Araújo no Humaitá Pra Peixe - 16 de janeiro, sexta

Uma ida a casa de uma amiga-irmã, saudades e papos que não acabavam mais... De repente lá estava eu no táxi, quase me convencendo a ir ao Humaíta pra Peixe em Copacabana.
Sabe aqueles dias que você saí de casa sem nenhuma pretensão e de repente ... pois é, esses pra mim são os melhores.
Chegando lá, eu só sabia que o nome da primeira banda era Parafernália. Achei o nome engraçado, mas nem sabia quem tocava, nem nada sobre a banda. Muito menos sobre a segunda atração da noite.
Pois bem, surpreendente! Parafernália, uma banda que conquista, maravilhosamente executada,com vários músicos incríveis simpáticos e desenrolados... os caras quase brincam de fazer música.
Fim de show, fim de noite, pensei eu: "partiu pra casa".
Encontrei uma amiga que havia acabado de chegar e ela disse que tinha ido com o pai para assistir a um tal de Vítor...que era íncrivel, e enfim; resolvi ficar mais um pouco...
Incrível!
Sentei na cadeira sem reserva, e avistei apenas um quase garoto pianista no palco. De costas e de All Star vermelho. Começou a tocar e nunca ouvi um silêncio tão grande. Hipnose geral. Do jeito que ele tocava, na minha santa ignorância, aquela entrega, parecia um autista. Parecia que o mundo dele era só aquilo lá. Ele têm uma mágica que emociona. Tocou a segunda música, continuando com uns, meio digamos espasmos e trimiliques, e eu só pensando, caramba esse garoto é um gênio, um gênio autista.
E aí a mais uma surpresa. Na terceira música, ele levantou, meio que se recompôs de um transe, pegou o microfone e começou a falar. Mas falar com um sotaque familiar demais. Claro, do nordeste.
E o garoto, digo, o Vítor, totalmente desenrolado.
O show dele foi realmente inesquecível. Uma entrega absoluta. Paixão pelo que se faz, e se faz com uma competência e um amor absoluto. Destrinchava a música em pedaços, falava da visão de grandes e famosos compositores e de bandas atuais, depois colocava tudo junto na visão dele e "bum", fantástico!
Vim com a música na cabeça, quis sair sozinha mais cedo, pra ninguém interromper aquele transe. Muito bom. Muito bom.
Realmente.
(Daniela Folha)

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Show do Cover Up Trio - Saloon - 07/12/08


O "Cover Up Trio" é formado por Maila-Kaarina Riippa no vocal, Carlos Losh no violão e vocal e Marcos Souza na percussão e vocal.
Eles tocam sucessos de bandas clássicas de rock, como Van Halen, Rolling Stones, Cat Stevens, Robbie Williams, Madonna, Bon Jovi e Beatles. A maioria das músicas são acompanhadas pelo público em coro. "Hole in My Heart" do Extreme e "I Want to Break Free" do Queen, tiveram a participação de Lula Washington no violão.
A voz suave de Maila combina com seu repertório e com seu estilo hard rock que tem uma pitada do country americano. Os vocais formam arranjos que dão uma boa variação às músicas.
Pra quem quiser saber mais sobre Maila-Kaarina Riippa, entre no site www.hardblast.com

(Alice e Piti)

domingo, 7 de dezembro de 2008

Entrevista com Jogo do Bixo ( comemorando 8 anos de banda 6/12/2008)

A banda Jogo do Bixo comemora 8 anos de existência. Os integrantes já tiveram três formações diferentes na bateria, que já foi até eletrônica. Os vocalistas tocam baixo e guitarra, formando um power trio. O estilo varia entre punk rock e hard rock, sem permanecer em rótulos.
Pantera, Guns, Black Sabbath, Led são algumas de suas influências.
Fizemos uma entrevista com o baixista e vocal principal Luiz Massa:

Ouvi dizer que vocês saíram até cansados do primeiro ensaio com o atual baterista, Thiago. Como foi isso?
Thiago completou 4 anos tocando conosco e sabíamos que era 10 anos mais jovem que nós. Foi ótimo, pois pudemos manter o mesmo peso e velocidade de quando tínhamos a idade dele. Sim, infelizmente tenho que admitir que ficamos cansados ...rs. As músicas executadas pela primeira vez com ele na bateria, simplesmente estavam a 300 por hora, o que nos deixou (eu e Léo Kmorra) detonados ao fim do ensaio.
Hoje em dia é nossa marca registrada.

Nesses 8 anos, como vocês acham que a banda evoluiu?
Nossa evolução musical começou na medida em que cada um pode contribuir nas composições. Podemos dizer que alcançamos algo que muitas bandas
não conseguem: uma identidade no som. Qualquer pessoa pode nos ouvir e saber que
é o JOGO DO BIXO. Isso é o que interessa: identidade musical.

Por ser uma banda independente, vocês sentem dificuldade de tocar?
Essa é uma dificuldade que bandas têm em início de carreira, principalmente aquelas que vão contra os modismos da mídia em geral. Acho que o público consome mais modismos do que música e ideologia, coisa que em outras épocas era o inverso. A moda não deve prevalecer sobre a ideologia.

O que levam vocês a escreverem as letras?
Principalmente a realidade hipócrita em que vive nosso país e o mundo, sofrendo com fome, guerras, epidemias e a destruição da natureza. Tudo isso provocado pelo próprio ser humano.

Quais são os discos da banda? Como as pessoas podem adquiri-los?
Lançamos 3 singles, sendo eles respectivamente "Dá licença", "Encarcerado" e "Ditador de Merda". Quem tiver interesse em comprar pode deixar um recado no nosso perfil do orkut ou para este mail lajs_46@hotmail.com. Cada CD custa 8 Reais.
Um abraço à todos que compareceram à nossa festa! Beijos gente!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Show Fino Coletivo - Teatro Odisséia - 28/11/08


Casa cheia para mais um show da Banda Fino Coletivo, composta por Lancellotti, Adriano, Alvinho, Daniel e Marcus. A banda já está no circuito carioca há algum tempo, com um cd gravado pela Dubas, com músicas de primeira categoria em todas as faixas.
No show é a mesma coisa, músicas boas do começo ao fim, todas muito bem trabalhadas, e algumas inéditas que vão entrar no segundo cd que sai em 2009.
Ao vivo, é claro, a pressão é maior com direito até a um peso de guitarra, baixo e batera. Os vocais são bem divididos entre Lancellotti e Adriano. Os fãs cantam e dançam com a banda, que tem um som que mistura samba, suíngue, levada rock, pop e poesia de uma forma bem interessante. Para falar do ponto auge do show teria que falar do set-list inteiro! Sem dizer que o entusiasmo do show fica na cabeça no dia seguinte, até porque é um dos poucos shows onde se esquece até de comprar a cerveja, pois tudo é tão envolvente que a gente não sai do lugar para não perder nada.
http://www.finocoletivo.com e confira algumas músicas.
(Alice WL)

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Entrevista - Marcos Thanus (Cuias Chinesas) - 24/11/08



O projeto Cuias Chinesas se apresenta há três anos pelo Rio de Janeiro provocando reações adversas. O som é totalmente improvisado, não contendo temas ou harmonias definidas e seus instrumentos mudam a cada apresentação. Seus integrantes são especiais, representando outros trabalhos: Do Amor, Caetano Veloso, Los Hermanos, Canastra, Lucas Santanna, Nervoso e os Calmantes, Lafayete e os Tremendões. São eles: Gabriel Bubu, Gustavo Benjão, Marcelo Callado, Marcos Thanus e Ricardo Dias Gomes.
O show interessante foi no Plano B na Lapa, na Rua Francisco Muratori, esquina com a Rua Riachuelo próximo dos Arcos.
E fizeram mais uma performance como parte do festival de música experimental e improvisação Outro Rio junto com o duo de guitarras nervosas Jesus Coca. Conversamos com o Marcos Thanus, que é uma espécie de "desorganizador" desse projeto.

De onde vieram as influências musicais que levaram a esse som?
De várias partes do mundo: África, Japão e Alemanha, inclusive. Mas acho que a principal influência vem das levações de som que rolavam quando éramos moleques.

De onde vem o nome?
O nome foi assim: o Lucio (DJ Lucio Branco) sugeriu um nome bem agressivo e pornográfico e eu sugeri um nome pra lá de sem graça. O Marcelo falou: Cuias Chinesas, que era uma junção dos dois nomes. A gente riu pra cacete e acabou adotando pela sonoridade. Cuias Chinesas! Cuias Chinesas! Cuias Chinesas! Cuias Chinesas! Cuias Chinesas! Cuias Chinesas! Cuias Chinesas!

Quais os instrumentos utilizados?
A galera no início só usava guitarras (muitas) e bateria. Quando o Andrei (que não é músico) começou a tocar com a gente usando um mp3, a gente começou a incorporar outros aparelhinhos divertidos... No último show (Plano B), eu usei um portastudio cassete de quatro canais com uns efeitos. O Gabriel, que utiliza bastante percussão eletrônica precária, depois de um curso que a gente fez com o Cristiano Rosa do Pan&Tone, incorporou a eletrônica caseira e primitiva: um amplificador 9V montado em uma placa de protótipo, na qual ele ficou dando curtos... O Gustavo deu um tempo de tocar guitarra pra se concentrar nos vocais, absolutamente improvisados, devidamente e radicalmente modificados por pedais de efeitos... O Ricardo não ia tocar, mas mudou de idéia uma hora e meia antes do show. Quando a gente tava indo pra lá, eu falei: - Vc poderia tocar guitarra, cara. Ele ficou um pouco em dúvida, mas acabou surrando uma gianinni sarapa faltando uma corda e que não afinava direito. O Marcelo ficou alternando entre dois baixos faltando cordas e mega distorcidos, rolando uma realimentação violenta. A graça do Cuias é a gente não planejar muito o que vai fazer, deixar a coisa fluir na hora... Ficamos muito felizes com um cara da platéia que disse que nós parecíamos muito integrados!!! O maluco entendeu tudo!!! É uma galera que toca junto há muitos anos, fazendo som por meio de instrumentos sobre os quais não tem treinamento pra tocar, ou que normalmente nem "servem" pra tocar.

Quando surgiu a banda, em que ano?
Em 2000, a galera começou a ir pra estúdios de ensaio com uma periodicidade bem esparsa e essa galera variava. No ano passado, o núcleo foi ficando mais em torno aqui do pessoal da Fábrica de Monstros, o estúdio que tenho com o Gustavo e o Gabriel e os demais amigos e integrantes da banda deles, Do Amor.

Existe alguma polaridade entre vocês e as outras bandas?
Eu sei lá dessa parada de polaridade... Se for um treco do tipo "os opostos se atraem", acho que o Cuias tem toda uma atração com os projetos que toda a galera participa, tanto o Do Amor (banda dos demais integrantes), que é cheio de influências mais estranhas no meio da linda massaroca de estilos, como outros projetos , como o lance da Nina Becker, que tem se aventurado livremente em um metalofone durante os shows (ela não sabe tocar metalofone), e mesmo nosso trabalho de produção aqui na Fábrica de Monstros que passa não só por tocar, como pela programação de sintetizadores, edição (picote extremo muitas vezes) do áudio e pelo cuidado com os timbres. Tem tudo com um tesão na execução propriamente dita, independentemente de estilo, tipo de música. O fato da gente gostar de rítmo, harmonia, melodia, não entra em conflito com nossa vontade de fazer barulho, nosso interesse por "som" de maneira mais abstrata e nossa vontade de levar a performance para um lado mais espontâneo, sem algumas amarras naturais à prática musical mais convencional...

Qual a proposta de som de vocês?
A gente quer tocar sem ficar muito pensando no assunto, saca? Mesmo o set que a gente vai usar ao vivo é fechado pouco tempo antes da galera sair de casa. A principal proposta é deixar acontecer mesmo.

Vocês visam qual tipo de público, já que o estilo de vocês não é digerido pela mídia e pelo público comum?
Pensamos mais no nosso próprio umbigo do que em "público". Já rolaram tanto platéias contra a gente, achando uma merda, xingando, indo embora e até ameaçando de dar porrada, como gente que chega e diz que passou o show viajando e não lembrou nem de tomar a cerveja que tava segurando ou de acender um cigarro, ou outro que disse que foi inspirador, que ele ia chegar em casa e gravar uma barulheira tb. Já tem coisas demais por aí pensando diretamente em um público! A gente tá mais focado em pensar no som (ou não pensar tanto assim) e, apesar de ficamos felizes quando rola elogio ou tapinha nas costas, tocar no Cuias é um prazer imenso e não nos importamos muito com nego não gostar. A gente gosta muito!

Divulgação sites, etc.
Vamos tocar no festival de música exploratória e improvisação livre do Fernado Torres, "Outro Rio", com o Jesus Coca (que vamos produzir aqui na Fábrica), que é um interessantíssimo duo de guitarras, no dia 4 de dezembro. Como nos outros dias do festival, a gente faz o nosso show, eles o deles (não sei em que ordem) e, no final, faremos um número juntos. Já é a terceira edição mantendo a bem vinda tradição de juntar uma galera que faz um lance mais esquisito, tanto a acadêmica, que estuda composição contemporânea, quanto a mais vindo da música popular, ou da prática direta. Quem sempre jurou que não acontece nada no de fato interessante no Rio tem que conferir.

(Alice e Piti)

No Plano B...

sábado, 22 de novembro de 2008

Show da Madame Mim na Fosfobox - 15/11/08

Suas músicas estão disponíveis na internet. Entre elas, Helado de Limon e Electric Kool – Aid.
Mariana Eva é a Madame Mim. Fez um show na Fosfobox em Copacabana. Ela e o DJ animaram o público. A maioria já sabia as letras ajudando a cantar, no microfone mesmo.
O show de Madame Mim é interativo. Ao mesmo tempo que ela canta, corre pelo público e abraça as pessoas. No auge do show ela sobe pelas escadas e escala andaimes como parte da performance. Pendurada, dança e canta para a platéia que vibra com ela. Em um momento ela pede a uma pessoa segurar seu microfone e ela dá uma estrela.
Na música Corazon Apretado ela chora e os fãs também.
A música Blablabla vem com uma levada de eletro. 3 bailarinos na música "Festa de Aniversário" entraram e um aniversariante perdido foi encontrado no meio da Fosfobox.
Depois do show Madame Mim saiu pra cumprimentar os fãs.
http://www.mim.com.br.

(Piti)